UM Sexual Ethics
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BOR #3442 and 3443R

Posted by GCSRW on June 27, 2018

3442. Eliminar Todas as Barreiras: Com Vista à Aceitação Completa de Todas as Mulheres na Igreja e Sociedade

Porque, todos quantos fostes baptizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há masculino nem feminino; porque todos vós sois um, em Cristo Jesus.

(Gálatas 3: 27-28)

À medida que a Igreja de Jesus Cristo entra no seu terceiro milénio, as mulheres continuam a prestar atenção ao apelo para transformar a Igreja e o mundo em nome d’Aquele que nos nomeia e nos reclama a todos para o testemunho, a missão e uma transformação extraordinária.

Tanto quanto ele era um produto de sua era – reconhecidamente marcado por género, classe, religião e exclusão da comunidade – Jesus Cristo trouxe até nós um ministério de convite transformacional. O Cristo Vivo convidou – e ainda convida – a uma mesa comum de graça, justiça e poder, as pessoas que nunca antes tinham sido convidadas para as mesas de poder religioso, incluindo as mulheres, as minorias culturais e religiosas, os párias da sociedade e os pecadores de má reputação das comunidades.1 E as mulheres, ao reivindicar a sua voz no novo movimento de fé inflamado pelo Messias, tornaram-se líderes na expansão desse movimento e em promover a inclusão dos gentios no que foi nessa altura considerado como a renovação do judaísmo de Jesus.

As mulheres, de facto, defenderam e procuraram proteger a inclusão de igualdade de discipulado invocada por Jesus. Desta forma, desafiaram o movimento de Jesus para permanecer fiel à nova visão do relacionamento humano que Jesus iniciou, ampliando a sua mesa de comunhão, compartilhando a mensagem do próximo reino de Deus e convidando gentios (não-judeus) a compartilhar esse reino.1 Jesus tratou as mulheres com dignidade e respeito, desafiou o sexismo convencional da sua época e redefiniu para sempre o papel das mulheres na igreja e na sociedade.

Tal como com muitas expressões da fé cristã, demorou algum tempo até que a Igreja Metodista Unida e os seus antepassados captassem a visão de Cristo. Em 1770, a primeira mulher metodista foi nomeada líder de classe nos Estados Unidos; em 1817, as

1. An End to This Strife: The Politics of Gender in African American Church (Um Fim a Esta Luta: As Políticas do Género na Igreja Afro-Americana), da autoria de De- metrius K. Williams, Augsburg Fortress Press, 2004.

mulheres foram autorizadas a realizar encontros de oração

mas foi-lhes negada uma licença para pregar; em 1884, a ordenação de Anna Howard Shaw pela Igreja Metodista Protestante foi rejeitada e considerada fora de ordem; e plenos direitos de voto para as mulheres pertencentes à tradição metodista não foram universalmente reconhecidos até 1956.

No entanto, desde essa altura, o apelo de Deus às mulheres como pregadoras, professoras, administradoras, trabalhadoras de missão, tesoureiras, líderes leigas, administradoras fiduciárias, defensoras da paz com justiça, trabalhadoras em prol dos direitos de voto, educadoras cristãs e evangelistas, tem sido uma lufada de ar fresco em todo o mundo e em toda a Igreja nas asas do Espírito Santo, apesar da subida e da queda do nosso entusiasmo denominacional para lidar com o sexismo, os preconceitos sexistas e a má teologia. Deus tem feito maravilhas connosco e, às vezes, apesar de nós próprios. Entre as vitórias celebradas em toda a história da nossa denominação:

  • actualmente, vinte e sete por cento dos pastores metodistas unidos em igrejas locais são mulheres, em comparação com menos de um em 100 em 1972;
  • entre os 66 bispos metodistas unidos activos em todo o mundo, 13 são mulheres; 11 nos Estados Unidos e 2 em conferências centrais. Entre as bispas dos Estados Unidos, nove são brancas e duas são latinas. Nenhum outro grupo étnico e racial dos Estados Unidos está representado entre as mulheres bispas. Em 2012, a primeira mulher bispa foi eleita para servir em África. Desde 2012 não houve nenhuma mulher negra dos Estados Unidos entre os bispos metodistas unidos activos dos Estados Unidos;
  • a Igreja Metodista Unida deu ao mundo a primeira bispa afro-americana (Leontine T. C. Kelly, 1984) e a primeira bispa latina (Minerva Carcaño, 2004), da cristandade geral;
  • as mulheres perfazem metade de todos os alunos matriculados em seminários metodistas unidos, com vista à ordenação;
  • a organização denominada Mulheres Metodistas Unidas é a maior e a mais prolífica entidade de trabalho de missão, em nome das mulheres, crianças e jovens da nossa denominação, com ministérios de educação e formação, discipulado, desenvolvimento económico e social, cuidados de saúde, defesa e capacitação em mais de 120 nações em todo o mundo.

Em muitos aspectos, a Igreja Metodista Unida tem assumido o papel de porta-estandarte entre as comunhões de fé judaico-cristãs em termos de inclusão total das mulheres na vida, ministério e testemunho da igreja institucional e das suas expressões regionais e locais. No entanto, se perguntarmos: “A Igreja Metodista Unida é uma testemunha credível e fiável da aceitação exemplar de Cristo de todas as mulheres como parceiras valorizadas e respeitadas na vida institucional total e no testemunho global e no impacto da Igreja”? A resposta honesta, até agora, ainda não foi dada. Ainda ficamos aquém quando se trata de viver o desafio de Gálatas 3: 27-28, que declara que homens e mulheres são verdadeiramente um em Cristo. Ainda há áreas de liderança, de ministério profissional, de tomada de decisão e de áreas de discipulado para as quais a Igreja não confiará, dará valor, reverenciará ou atribuirá recursos às mulheres da mesma maneira que aos seus irmãos na fé. Alguns exemplos recentes incluem:

  • uma série de congregações metodistas unidas em 2007 ainda se recusam categoricamente a aceitar uma mulher como pastora sénior e opõem-se especialmente a receber uma mulher nomeada para servir uma congregação com membros de raça diferente da sua. Em 2006, uma clériga nomeada para uma igreja de membros anglo-americanos foi supostamente ameaçada por membros para dissuadi-la de aceitar a nomeação. Em outra instância, os leigos ameaçaram deixar a congregação, a menos que a pastora usasse saias em vez de calças, para provar que era “uma mulher como deve ser”;
  • ·  num inquérito de 2007 feito a congregações metodistas unidas locais, 18 por cento disseram que não têm mulheres a servir como ajudantes (um aumento em relação a 2004) e os cargos de presidente do conselho da igreja, tesoureiro e administrador das igrejas locais são esmagadoramente ocupados por homens e não por mulheres;
  •   a adesão metodista unida aos Estados Unidos está em declínio entre mulheres jovens (e homens) e pessoas de cor, particularmente entre aqueles que vivem em comunidades de baixos rendimentos;
  • de acordo com o relatório intitulado “Clergy Age Trends    in the United Methodist Church 2014” (“Tendências da     Era do Clero na Igreja Metodista Unida em 2014”), do Lewis Center, o número de mulheres presbíteras com menos de 35 anos de idade aumentou de 38% em 2013 para 39% em 2014;
  • uma série de respondentes leigos e clérigos a um inquérito sobre assédio sexual na igreja mandatado pela Conferência Geral de 2004 desvalorizou quaisquer ministérios pastorais relacionados com a capacitação das mulheres e a abordagem do sexismo como “fantochadas políticas”, que “não têm nada a ver com espalhar as boas novas de Jesus Cristo”;
  • uma mulher que exercia o cargo de superintendente do distrito supostamente fora insultada quando discordou de um colega do sexo masculino durante uma reunião do gabinete da conferência;
  • ·vários proeminentes líderes da Igreja – incluindo bispos –

juntaram-se à sociedade secular denunciando “a tirania da diversidade” e cessaram de continuar o trabalho a favor da destruição do racismo e do sexismo;

•   algo como: “Precisamos de deixar de nos preocupar com

políticas e devemos concentrar-nos no evangelho. . .” (isto é, desde que o evangelho seja interpretado de uma forma que continue a privilegiar os norte-americanos, os brancos e os homens); e “Aceitaremos uma mulher ou pessoa de cor, desde que esta seja qualificada” (Poderia deduzir-se daqui que os homens brancos são automaticamente assumidos como qualificados e que mulheres e pessoas de cor obtêm os seus empregos por causa de outros critérios e não por causa de seus dons e talentos?);

•   a organização nacional das Mulheres Metodistas Unidas

está debaixo de ataque por ter verbas a mais e demasiado poder nas mãos de um conselho de directores controlado por mulheres. As propostas por parte de opositores incluem a redução do número de directores da organização de Mulheres Metodistas Unidas que também podem servir na Junta Geral dos Ministérios Globais no interesse do “equilíbrio de género”;

•    queixas de supostos abusos sexuais de mulheres por leigos

e líderes do clero nos ambientes e recintos da igreja estão a aumentar, segundo a Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher;

•   as mulheres abrangem 54% do número total de membros

da nossa denominação e, no entanto, representam menos de 30% de ministros ordenados e apenas 27% dos cargos

melhor remunerados das conferências anuais dos EUA

(tesoureiros, chanceleres, e directores de ministérios

conexionais);

•    entre 20 bispos activos que supervisionam o trabalho da

igreja na Europa, em África e nas Filipinas, apenas dois são

do sexo feminino.

De acordo com a eticista e teóloga metodista unida Rosetta

Ross, a característica determinante de uma autêntica comunidade cristã é que nos amamos uns aos outros como Deus nos ama. Esse amor não é uma emoção passiva, meramente pessoal, mas exige que nos esforcemos constantemente por estar numa relação correcta uns com os outros, que procuremos alcançar a justiça e o bem-estar para todos e que sejamos corajosos em desfazer aquilo que bloqueia na comunidade a construção da comunidade de Deus que é amada e que ama.2

De facto, a Dra. Rosetta Ross afirma que o amor ágape na compreensão cristã é o amor que “afirma a dignidade e o valor da vida” e depende da “inter-relação de todas as relações – íntimo ou corporativo, público ou privado”, tal como exprimido através das acções, práticas e comportamentos dos indivíduos e da comunidade corporativa do cristianismo.

“Tudo o que amamos com o amor social de ágape — a nossa compreensão de um determinado movimento; as pessoas que vivem em zonas de guerra ou sem água potável; as comunidades de que fazemos parte; a causa da justiça; ou a beleza natural da criação — é evidente nas nossas expressões de atenção fiel a esse amor”, conclui a Dra. Ross, que também é uma clériga metodista unida da Carolina do Sul”.

A Igreja Metodista Unida, como uma comunidade concebida como uma expressão corporativa do amor de Cristo por todos nós,

2. “Blazing Trails and Transcending Boundaries Through Love: Women of Col- or and ‘Religious Work’”(“Abrindo Caminhos e Transcendendo através do Amor: as Mulheres de Cor e o Trabalho Religioso”), da autoria de Rosetta E. Ross, Associate Professor of Philosophy and Religious Studies, Spelman College, Atlanta, Georgia, 2006.

declarou a sua crença na plena igualdade das mulheres e no seu desejo de aceitar e incluir as mulheres e historicamente tem criticado o sexismo institucional em todas as formas e em todos os cantos do mundo. No entanto, ainda estamos a caminho de uma vida fiel; para fazer aquilo que pregamos; para emular o modelo de Jesus de transformação radical das convenções a favor de levar a cabo a novidade de Deus quando se trata de envolver as mulheres como universalmente respeitadas e plenas participantes em todos os aspectos das nossas vidas corporativas e congregacionais. Ainda estamos a viver o que significa expandir o amor ágape a todas as filhas e filhos de Deus, para além do patriarcado histórico e da misoginia que prejudicou a participação plena das mulheres na igreja e na sociedade.

A nossa fiabilidade como uma agência do amor de Deus pressupõe que estamos a prestar atenção uns aos outros e que procuramos capacitar, libertar, levantar aqueles que ainda são oprimidos, reprimidos, ridicularizados, tratados como “inferiores a”. Este amor ágape procura melhorar o mundo através da afirmação persistente de toda a vida, e estamos dispostos a apelar a todas as pessoas e sistemas – incluindo a nossa própria denominação – para que expliquem como fortalecemos ou reprimimos os filhos de Deus. O amor ágape não receia cair no ridículo nem interromper aquilo que continua como se nada fosse. De facto, o amor de Deus exige que actuemos, mesmo que isso signifique assumir posições incómodas, impopulares, inconvenientes ou mesmo assustadoras. Além disso, requer coragem. Para citar a Dra. Ross, “Estamos a comportar-nos corajosamente quando estamos decididos a tomar medidas e a criar o contexto necessário para superar os desafios que enfrentamos ao procurar ser fiéis ao que amamos e em que estamos empenhados”.

Até que afirmemos plenamente a dignidade e o valor, as contribuições, as perspectivas teológicas, as preocupações, as esperanças, as recomendações e até o discurso das mulheres, a Igreja Metodista Unida não estará adequadamente equipada para fazer todos os discípulos, para levar uma palavra de esperança, paz e amor a um mundo quebrantado, e demonstrar a nossa autenticidade como a encarnação do corpo de Cristo que transforma a vida e supera barreiras.

Solicitamos, portanto, à Conferência Geral que reafirme o empenhamento da Igreja Metodista Unida para cumprir a seguinte recomendação, à medida que continuamos a nossa jornada para desmantelar o sexismo na igreja e convidamos todas as mulheres

de todos os grupos sociais a compartilhar a mesa das boas-vindas de Deus desafiando a denominação a:

  1. Ouvir de novo as mulheres, com nova ênfase nas mulheres de cor. As experiências das mulheres étnicas raciais nos Estados Unidos e as mulheres da Igreja Metodista Unida em África e nas Filipinas reflectem as parábolas e outras histórias do Evangelho, de triunfo sobre os obstáculos, de ser estrangeiros em terras estrangeiras, reinterpretando histórias conhecidas para novos discípulos, e falando sobre amor e justiça e exemplificar através daquilo que fazemos, especialmente porque a Igreja também existe numa sociedade que ainda é racista e sexista. Pedimos às agências gerais que criem ferramentas evangelizadoras, programas, materiais educacionais, redes e oportunidades para capacitar as mulheres na igreja e na sociedade, incluindo recursos específicos e oportunidades de liderança oferecidas às mulheres com menos de 35 anos de idade, mulheres étnicas raciais nos Estados Unidos, mulheres de países além dos Estados Unidos, mulheres em recuperação de dependência e vícios, mulheres divorciadas, mulheres profissionais, mulheres agricultoras e rurais e mulheres cépticas sobre a igreja. Além disso, incitamos as equipas de crescimento da igreja a incluir mulheres desses grupos, a fim de ajudar a Igreja a concentrar-se mais em ser um movimento vibrante na vida das pessoas em vez de ser apenas uma instituição religiosa. No nosso desenvolvimento de liderança a todos os níveis, a Igreja deve pôr energia, recursos, aptidões e acção em oração para envolver novas mulheres na liderança leiga e do clero.
  2. Defender a paridade económica e a justiça, a começar pelas nossas próprias comunidades. A nossa denominação, em grande parte, centrada no Ocidente, deve dar testemunho, através das nossas doações e da nossa vida, do poder do amor ágape ao trabalhar activamente em prol do bem-estar de todas as pessoas. Isto é particularmente crítico no nosso trabalho com as mulheres em todo o mundo que, com os seus filhos, têm mais probabilidades do que qualquer outro grupo demográfico de viver na pobreza; a não ter acesso a cuidados de saúde adequados, a habitação e a educação; e a ter falta de poder político suficiente para transformar sistemas. A Igreja Metodista Unida tem de liderar o caminho, avaliando o trabalho comparável e o valor das mulheres nas nossas igrejas, agências e entidades relacionadas, e defendendo interesses como cuidados infantis e cuidados de saúde acessíveis, equidade de remuneração, ajuda financeira e apoio educacional para as mulheres solteiras em África e nas Filipinas. Cada agência e conferência anual deve comunicar à Conferência Geral de 2012 sobre como tem envolvido as mulheres, incluindo mulheres de cor, mulheres de África e das Filipinas e mulheres com menos de 35 anos.
  3. Evangelizar e identificar, recrutar e desenvolver líderes entre as mulheres. Nos últimos anos, alguns especialistas da igreja alegaram que as igrejas cristãs se tornaram “muito feminizadas” e, por conseguinte, irrelevantes e pouco atraentes para os homens. No entanto, estes mesmos observadores não consideram que, mesmo com décadas de liderança unicamente masculina entre as igrejas, e mesmo face a uma interpretação errónea e misógina da Bíblia para excluí-las e culpá-las pelo pecado humano, muitas mulheres têm continuado a manter-se activa e alegremente envolvidas na vida da Igreja institucional. Desafiamos agências gerais e conferências anuais a incluir no crescimento da igreja e em novas estratégias de discipulado esforços para alcançar mulheres de cor, mulheres jovens, mulheres pobres, mulheres profissionais de carreira, raparigas adolescentes, mulheres mais velhas, mulheres imigrantes, mulheres sobreviventes de violência, mulheres encarceradas, mulheres que saem da prisão, mulheres que procuram, mulheres a criar os seus filhos pequenos com rendimentos limitados, etc.
  4. Adoptar uma postura de “sem tolerância” à violência sexual, ao assédio sexual e ao abuso sexual na igreja e na sociedade. De acordo com algumas estimativas de defensores da denominação e peritos em questões jurídicas, a Igreja Metodista Unida pagou mais de USD $50 milhões desde 2000 até 2004 em honorários de advogados, aconselhamento, mediação e indemnizações relacionadas com comportamento sexual condenável e abuso sexual em ambientes da igreja, cometidos por leigos e membros do clero. Embora o comportamento sexual condenável possa afectar qualquer pessoa e ser perpetrado por qualquer pessoa, a maioria dos casos envolve homens como infractores e as mulheres e as crianças como vítimas. Se as mulheres não podem confiar na Igreja para acreditar nelas, protegê-las dos abusos e oferecer-lhes uma justiça clara quando o abuso acontece, tudo isso, mais uma vez, põe em causa a autenticidade do testemunho da Igreja. Isso poderia sugerir-lhes que a Igreja – e, por extensão, Deus – não se importa com, quer ou valoriza a participação das mulheres. Apelamos ao Concílio de Bispos para colaborar com a Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher para continuar a desenvolver e a fazer cumprir políticas, leis e práticas eficazes e a aplicação consistente dessas políticas e práticas para reduzir o risco de comportamentos condenáveis e oferecer indemnização e remediação rápidas e justas às vítimas, quando o abuso ocorre.
  5. Empenhar as mulheres na exploração teológica e em dar forma e ensinar a doutrina da igreja. Não existe um ponto de vista único feminino ou uma teologia feminina ou uma visão das mulheres sobre o cristianismo. O que é comum entre muitas mulheres na Igreja Metodista Unida, no entanto, é que a sua participação no discurso teológico é tipicamente tratada como “além dos” ensinamentos bíblicos e teológicos “clássicos”. As perspectivas feministas e “mulheristas” são frequentemente consideradas subversivas e tratadas como suspeitas. As discussões da linguagem inclusiva de género, a leitura do texto hebraico e grego através dos olhos das mulheres e a teologia da libertação – especialmente como discutidas pelas mulheres – são consideradas por muitos como uma ameaça à fé cristã, em vez de novas e talvez ainda mais autênticas perspectivas sobre isso. Além disso, as mulheres leigas e pertencentes ao clero nas paróquias locais muitas vezes não se consideram como teólogas, com tanto direito a explorar a Escritura, a aceitar o evangelho de novo e a oferecer as suas aprendizagens a toda a Igreja. Exortamos a denominação a afirmar a importância das perspectivas das mulheres nas discussões teológicas da denominação e aplaudimos a Junta Geral da Educação e do Ensino Superior e Ministério pelo seu Programa de Bolsas de Estudo para Mulheres de Cor que capacita e envolve mulheres de cor na educação e no discurso teológicos. Além disso, pedimos que a junta acompanhe os seminários metodistas unidos para a inclusão das perspectivas teológicas das mulheres, tal como expresso no número de professores efectivos, etc. Além disso, convidamos a Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher a criar currículos para as igrejas locais com instrumentos de ensino sobre linguagem inclusiva, sexismo, criação de uma igreja acolhedora para as raparigas e mitos sobre as mulheres e a liderança da igreja. E pedimos aos membros activos do Concílio de Bispos que estudem, com os pastores e os líderes leigos nas suas respectivas conferências anuais, a história das mulheres como pregadoras e professoras na igreja, usando “Mulheres Chamadas para o Ministério”, um currículo em seis partes desenvolvido pela Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel das Mulheres e a Junta Geral de Educação Superior e Ministério, e disponível em www.gcsrw.org.
  6. Criar uma ficha informativa sobre a superação do sexismo para cada agência e conferência anual. A Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher deve criar instrumentos de controlo suficientes, entrevistas de grupos alvo, auditorias documentais e inquéritos, juntamente com os padrões de linha de base para avaliar o progresso de cada conferência anual e de cada agência geral em termos de participação plena das mulheres, para desmantelar o sexismo institucional e enfrentar o comportamento sexual condenável.

Recursos recomendados: www.gcsrw.org, www.umsexualethics.org; The Jour- ney Is Our Home: A History of the General Commission on the Status and Role of Women (“A Jornada é a Nossa Casa: História da Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher”), da autoria de Carolyn Henninger Oehler, 2005; Resoluções de 2008, no. 2044, “Sexual Misconduct Within Ministerial Relationships” (Comportamento Sexual Condenável no Seio das Relações de Ministério Pastoral’) e no. 2045, “Eradication of Sexual Harassment in Church and Society” (“Erradicação do Assédio Sexual na Igreja e na Sociedade”).

APROVADO EM 2008

  ALTERADO E APROVADO DE NOVO EM 2016

RESOLUÇÃO no. 3442, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2012

RESOLUÇÃO no. 3443, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2008

RESOLUÇÃO no. 190 , do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2004 RESOLUÇÃO no. 180, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2000 

Ver Os Princípios Sociais, ¶ 163.

ERRADICAÇÃO DO SEXISMO NA IGREJA 3443.

3443. Erradicação do Sexismo na Igreja
Considerando que, o sexismo continua a ser uma força omnipresente e sistemática dentro da nossa igreja e da nossa sociedade; e

Considerando que, o sexismo priva a igreja e a sociedade da oportunidade de usar as aptidões e os talentos que as mulheres têm; e

Considerando que, um inquérito de 2007 das igrejas locais nos Estados Unidos, realizado pela Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher, descobriu que apenas 55% de igrejas pequenas e 62% de igrejas com um grande número de membros têm políticas contra o assédio sexual; estudos sobre linguagem inclusiva são raros nas congregações locais com apenas 4% dos leigos e 31% dos membros do clero, indicando que usam linguagem inclusiva quando se referem a Deus; e as congregações urbanas mais frequentemente têm patrocinado estudos sobre linguagem inclusiva, políticas de assédio e a inclusão diversificada de mulheres leigas (como membros do conselho de administração e ajudantes, por exemplo); e

Considerando que, a Igreja continua empenhada na erradicação do assédio sexual contra crianças, funcionários, voluntários, membros do clero e as suas famílias, e congregações, apesar disso, o comportamento sexual condenável continua a ser um problema sério nas nossas conferências, com uma em cada 33 mulheres sendo vítimas de assédio sexual em reuniões e cultos de igrejas locais e um número alarmante de congregações locais não tem políticas, procedimentos nem oferece formação local organizada para os membros leigos e do clero com vista a pôr cobro e a evitar o assédio sexual e o comportamento sexual condenável; e

Considerando que, as mulheres representam 58% do número de membros da denominação, mas ocupam apenas um quinto dos principais cargos de liderança nas conferências anuais dos Estados Unidos e como líderes são grandemente relegadas para comités sem muito poder financeiro, tais como ministérios e defesa de mulheres, preocupações étnicas e raciais e ministérios da juventude, em vez de comités que exercem influência e controlo consideráveis sobre o financiamento, assim como a atribuição de verbas em ministérios de conferências anuais, e as mulheres empregadas por agências gerais da igreja detêm 77% das posições de apoio administrativo e clerical (Dados do Conselho Geral de Finanças e Administração em 2009; Mulheres por Números: números de Novembro de 2010, Dezembro de 2010, Janeiro de 2011 e Março de 2011; THE FLYER); e

Considerando que, a Igreja continua a perder clérigas de ministérios de igrejas locais que procuram fazer parte de formas de ministério mais acolhedoras, indicando um sexismo persistente, subtil e muitas vezes não contestado que nega às mulheres na Igreja Metodista Unida a oportunidade de

participar plenamente e de forma igual em todas as áreas da Igreja;

Por conseguinte, fica resolvido, que a Conferência Geral continue a comprometer-se em erradicar o sexismo na igreja e que afirme

o trabalho e as tarefas da Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel da Mulher e das comissões e homólogos relacionados com a conferência anual; e

    Fica ainda resolvido, que seja atribuído à comissão ou homólogo de cada conferência anual o apoio financeiro para realizar projectos que visam educar os membros das igrejas locais sobre as questões do sexismo e para patrocinar os eventos de liderança que capacitem os membros da comissão da conferência anual para ser melhores defensores de todos aqueles que procuram equidade e inclusão; e

    Fica ainda resolvido, que cada conferência anual, seminário metodista unido e todas as instituições relacionadas com a Igreja Metodista Unida sejam chamadas a ter políticas sobre assédio sexual e igualdade de oportunidades; e

    Fica ainda resolvido, que cada conferência anual e congregação local seja chamada a ter políticas, procedimentos e oportunidades de formação para os membros leigos e do clero com vista a pôr cobro e a evitar o assédio sexual e o comportamento sexual condenável; e que o progresso para o cumprimento total será relatado através do Gabinete Episcopal à Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel das Mulheres, a pedido da Comissão. A Comissão será responsável por informar a Conferência Geral de 2016; e

Fica ainda resolvido, que a Conferência Geral apoie a Comissão Geral sobre o Estatuto e o Papel das Mulheres, como a agência de defesa e de acompanhamento das questões relacionadas com as mulheres, a fim de aumentar as oportunidades para as mulheres em posições de liderança, promovendo a igualdade no preenchimento de cargos de tomada de decisão e fomentando a inclusão em todas as facetas da Igreja Metodista Unida.

   APROVADO EM 1996

    ALTERADO E APROVADO DE NOVO EM 2004 e 2012

RESOLUÇÃO no. 3443, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2012

RESOLUÇÃO no. 3444, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2008

RESOLUÇÃO no. 48, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2004 RESOLUÇÃO no. 40, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2000 

Ver Os Princípios Sociais, ¶ 162F.

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