UM Sexual Ethics
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BOD ¶ 161: F-R | II. A Comunidade Acolhedora

Posted by GCSRW on June 26, 2018

¶ 161. II. A COMUNIDADE ACOLHEDORA

F)  Mulheres e Homens — Afirmamos com a Escritura a humanidade comum de homens e mulheres, ambos com valor igual aos olhos de Deus. Rejeitamos a noção errónea de que um género é superior ao outro, de que um género deve lutar contra o outro, e de que os membros de um género podem receber amor, poder e estima apenas à custa dos outros. Rejeitamos especialmente a ideia de que Deus criou indivíduos como fragmentos incompletos, que só se sentem completos em união com outros. Pedimos às mulheres e aos homens que partilhem o poder e o controlo, que aprendam a dar livremente e a receber livremente, que sejam completos e que respeitem a plenitude dos outros. Procuramos obter oportunidades para todos os indivíduos, assim como a liberdade de amar e ser amados, de procurar e receber justiça e de praticar a autodeterminação ética. Compreendemos a nossa diversidade de género como um dom de Deus, destinado a contribuir para a rica variedade de experiências e perspectivas humanas; e protegemo-nos contra as atitudes e tradições que usariam este excelente dom para deixar que membros de um sexo sejam mais vulneráveis em termos de relacionamentos do que os membros do outro sexo.

G)  Sexualidade Humana — Afirmamos que a sexualidade é um excelente dom de Deus concedido a todas as pessoas. Pedimos a todos que se dediquem a uma actuação responsável em relação a este dom sagrado.

Apesar de todas as pessoas serem seres sexuais, quer sejam casadas ou não, as relações sexuais são afirmadas apenas através da aliança do casamento monogâmico e heterossexual.

Deploramos todas as formas de comercialização, abuso e exploração do sexo. Solicitamos a aplicação estrita, em todo o mundo, de leis que proíbam a exploração sexual das crianças e uma protecção, orientação e aconselhamento adequados para as crianças abusadas. Todas as pessoas, independentemente da idade, sexo, estado civil ou orientação sexual, têm o direito de ter os seus direitos humanos e civis assegurados e protegidos contra a violência. A Igreja deve apoiar a família ao proporcionar uma educação adequada à idade em relação à sexualidade, para as crianças, os jovens e os adultos.

Afirmamos que todas as pessoas são indivíduos de valor sagrado, criados à imagem de Deus. Todas as pessoas precisam do ministério da Igreja nas suas lutas para a realização humana, bem como o cuidado espiritual e emocional de uma fraternidade que permita reconciliar as relações com Deus, com os outros e com elas mesmas. A Igreja Metodista Unida não tolera a prática da homossexualidade e considera esta prática incompatível com o ensino cristão. Afirmamos que a graça de Deus está à disposição de todos. Procuraremos viver juntos na comunidade cristã, acolhendo, perdoando e amando-nos uns aos outros, como Cristo nos amou e nos aceitou. Imploramos às famílias e às igrejas que não rejeitem nem condenem membros e amigos que sejam lésbicas e gays. Comprometemo-nos a estar no ministério para e com todas as pessoas.

H)  Violência e Abuso Familiares — Reconhecemos que a violência e o abuso familiares em todas as suas formas – verbal, psicológica, física e sexual – prejudicam a aliança da comunidade humana. Encorajamos a Igreja a proporcionar um ambiente seguro, aconselhamento e apoio à vítima e a trabalhar com o agressor para compreender as causas profundas e as formas de abuso e superar esses comportamentos. Independentemente da causa ou do abuso, tanto a vítima como o agressor precisam do amor da Igreja. Embora deploremos as acções do agressor, afirmamos que essa pessoa precisa do amor redentor de Deus.

I) Abuso Sexual — Expressões sexuais violentas, desrespeitadas ou abusivas não confirmam a sexualidade como o excelente dom que nos foi dado por Deus. Rejeitamos todas as expressões sexuais que prejudicam a humanidade que Deus nos deu como direito de nascimento e afirmamos apenas a expressão sexual que melhora essa mesma humanidade. Acreditamos que as relações sexuais em que um ou ambos os parceiros são exploradores, abusivos ou promíscuos ultrapassam os parâmetros do comportamento cristão aceitável e, em última instância, são destrutivas para os indivíduos, as famílias e a ordem social. Deploramos todas as formas de comercialização e exploração do sexo, com a consequente redução e degradação da personalidade humana. Perder a liberdade e ser vendido por outra pessoa para fins sexuais é uma forma de escravidão, e denunciamos essas actividades e apoiamos os abusados, assim como o seu direito à liberdade.

Solicitamos a aplicação estrita, em todo o mundo, de leis que proíbam a exploração ou o uso das crianças por parte dos adultos e incentivem os esforços para considerar os perpetradores responsáveis tanto a nível jurídico como financeiro. Solicitamos o estabelecimento de serviços adequados de protecção, orientação e oportunidades de aconselhamento para as crianças assim abusadas.

J)  Assédio Sexual — Acreditamos que a sexualidade humana é um excelente dom de Deus. Qualquer abuso deste excelente dom é assédio sexual. Definimos assédio sexual como qualquer comentário, insinuação ou exigência sexual indesejáveis, quer seja verbal ou físico, que seja razoavelmente percebido pelo destinatário como degradante, intimidante ou coercivo. O assédio sexual deve ser entendido como uma exploração de uma relação de poder em vez de um problema exclusivamente sexual. O assédio sexual inclui, mas não se limita à criação de um ambiente de trabalho hostil ou abusivo resultante de discriminação com base no género. Ao contrário da comunidade acolhedora, o assédio sexual cria condições impróprias, coercivas e abusivas onde quer que ocorra na sociedade. O assédio sexual prejudica o objectivo social da igualdade de oportunidades e do clima de respeito mútuo entre homens e mulheres. A atenção sexual indesejada é errada e discriminatória. O assédio sexual interfere com a missão moral da Igreja.

P)  Agressão Sexual — A agressão sexual é errada. Afirmamos o direito de todas as pessoas de viverem livres de tais agressões ou assaltos, encorajamos os esforços da aplicação da lei para processar tais crimes e condenar o estupro seja de que forma for. Não importa onde a pessoa está, como está vestida, se está ou não intoxicada, se é coquete, qual é o sexo da vítima ou qualquer outra circunstância.

Q)  Pornografia — As Escrituras ensinam que os seres humanos são criados à imagem de Deus e que somos responsáveis, perante Deus, por um relacionamento correcto. As imagens sexuais podem celebrar os aspectos positivos da sexualidade humana através da representação positiva na arte, na literatura e na educação. Deploramos, no entanto, imagens que distorcem essa positividade e prejudicam relações sexuais saudáveis.

Opomo-nos a todas as formas de pornografia e consideramos que o seu uso é uma forma de conduta sexual condenável. A pornografia consiste em material sexualmente explícito que retrata a violência, o abuso, a coerção, a dominação, a humilhação ou a degradação para fins de excitação sexual. A pornografia explora sexualmente e objectiva tanto as mulheres como os homens. Qualquer material sexualmente explícito que descreva crianças é abominável e vitimiza crianças. A pornografia pode arruinar vidas, carreiras e relações.

Lamentamos a omnipresença da pornografia na Internet, inclusive entre os cristãos, e especialmente o seu impacto nos jovens e nos casamentos.

A Igreja é chamada à transformação e cura para todas as pessoas afectadas negativamente pela pornografia. As congregações devem enviar uma mensagem clara de oposição à pornografia e de compromisso para com ambientes seguros para todos. Incentivamos estratégias para erradicar a pornografia, apoiar as vítimas e proporcionar um diálogo e uma educação abertas e transparentes em torno da sexualidade e da ética sexual. Também acreditamos que as pessoas podem ser reabilitadas e devem ter a oportunidade de receber tratamento; por conseguinte, as igrejas devem procurar maneiras de oferecer apoio e cuidados para abordar questões de dependência. Além disso, todas as igrejas são encorajadas a rever e actualizar as políticas adequadas de protecção das crianças, dos jovens e dos adultos para reflectir a posição da Igreja Metodista Unida de que o uso de pornografia é uma forma de conduta sexual condenável. Ao encorajar a educação, a prevenção e os caminhos para a recuperação de todas as pessoas afectadas pela pornografia, vivemos a nossa compreensão wesleyana da graça e da cura.

R) Intimidação (bullying) — A intimidação (bullying) é um problema crescente em partes da conexão. É um factor que contribui para o suicídio e a violência que constatamos em algumas culturas nos dias de hoje. Afirmamos o direito de todas as pessoas, independentemente do sexo, situação socioeconómica, raça, religião, deficiência, idade, aparência física, orientação sexual e identidade de género, a estarem livres de comportamentos agressivos indesejáveis e de tácticas de controlo prejudiciais.

Como a Igreja, podemos desempenhar um papel fundamental para pôr fim a este problema. Exortamos as igrejas a procurar oportunidades para ser treinadas para responder às necessidades daqueles que foram intimidados, daqueles que praticam o bullying e apoiar as autoridades que podem ser testemunhas ou ser chamadas a intervir a favor daqueles que foram intimidados. As igrejas são incentivadas a contactar e a associar-se a associações comunitárias e a escolas nestas actividades de divulgação e alcance.

Encorajamos as igrejas a adoptar uma política de tolerância zero para o bullying, incluindo o cyberbullying, dentro das suas esferas de influência; apoiar as pessoas intimidadas; e assumir um papel de liderança ao trabalhar com as escolas e a comunidade para evitar o bullying.

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