UM Sexual Ethics
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BOR #2043: Ministério da Equipa de Resposta para Má Conduta Sexual

Posted by lolaagency on June 27, 2018

SEXUALIDADE HUMANA

Introdução: Má conduta de natureza sexual cometida por membros leigos e do clero é um problema contínuo em toda a Igreja. Três por cento das mulheres que frequentavam a igreja em qualquer mês relataram ter sido assediadas ou abusadas sexualmente por um membro do clero em algum momento das suas vidas adultas, de acordo com um estudo à escala nacional (Diana Garland, “The Prevalence of Clergy Sexual Misconduct with Adults: A Research Study Executive Summary, 2009”; .baylor.edu/clergysexualmisconduct/index.php?id=67406>, acedido e 16 de Julho de 2010). Revelações contínuas sobre os maus-tratos de líderes religiosos em todas as comunidades religiosas relembram aos metodistas unidos a necessidade de enfrentar a nossa própria crise de abuso (M. Garlinda Burton, “United Methodists Need to Face Abuse Crisis: A UMNS Commentary,” umc.org 2010; acedido a 14 de Junho de 2010). A Igreja Metodista Unida tem uma média de entre 140 e 500 casos conhecidos de má conduta sexual anualmente, só nos Estados Unidos (Sally Badgley Dolch, Healing the Breach: Response Team Intervention in United Methodist Congregations, Doctor of Ministry, Seminário Teológico de Wesley, 2010, pp. 131-32). A sondagem mais recente sobre Assédio Sexual na Igreja Metodista Unida revelou um aumento significativo do assédio sexual perpetrado por leigos (Gail Murphy-Geiss, “Sexual Harassment in the United Methodist Church,” Chicago: General Commission on the Status and Role of Women, 2005). A responsabilidade de tratar essas queixas cabe aos nossos líderes judiciais.

Os bispos e os superintendentes de distritos são responsáveis por garantir que a igreja responda às alegações de má conduta sexual por parte de uma pessoa leiga ou membro do clero no âmbito de uma relação ministerial, atendendo tanto à justiça processual como à preocupação pastoral. Na resposta da igreja a má conduta, não pode haver verdadeira justiça processual na ausência de preocupação pastoral, assim como não pode haver verdadeira preocupação pastoral sem justiça processual. As necessidades duplas de justiça processual e preocupação pastoral são muito melhor atendidas pelo esforço de uma equipa do que por um indivíduo. Um relato completo da aplicação da justiça requer o envolvimento de diferentes pessoas em papéis distintos ao longo de um processo de revelação, adjudicação e cura. Uma Equipa de Resposta/Intervenção/Atendimento formada é constituída por um grupo de pessoas com experiência em áreas específicas de trauma prontas para serem enviadas pelo bispo ou por alguém nomeado pelo bispo para facilitar o processo de cura mandatado pelo Livro da Disciplina.

     Definição: As Equipas de Resposta são convocadas para uma situação de trauma, a fim de promover a possibilidade de cura para a congregação e os indivíduos envolvidos. O ministério da equipa de resposta fornece um meio para que os líderes judiciais possibilitem a avaliação, intervenção, formação e recursos efectivos das congregações que vivem eventos que afectam a saúde congregacional ao alistar um grupo de pessoas com formação, experiência e recursos em áreas específicas do ministério. Os membros podem ser pagos ou não. A Equipa de Resposta não é chamada para nenhum processo judicial ou disciplinar para resolução legal de uma situação. A Equipa de Resposta é chamada à acção pelo bispo ou por alguém designado pelo bispo, geralmente um superintendente de distrito, e é responsável perante o bispo.

    Mandato Disciplinar para Providenciar a Cura: O bispo e o gabinete têm o mandato de “providenciar um processo de cura dentro da congregação” ou outro contexto de ministério como parte da resposta de supervisão (¶ 363.1f, Livro da Disciplina de 2012) e processo judicial (¶ 2701.4.c). A Disciplina também permite o uso de uma Equipa de Resposta para prestar cuidados pastorais ao tratar e acompanhar uma queixa: o bispo pode seleccionar “pessoas com qualificações e experiência em avaliação, intervenção ou cura” para auxiliar durante a resposta de supervisão (¶ 363.1b, Livro da Disciplina de 2012). Essas pessoas podem desempenhar papéis distintos, tal como o apoio individual ao acusado e o apoio individual à congregação e às famílias afectadas. Estas funções são adicionais a qualquer nomeação provisória feita de acordo com o Livro da Disciplina de 2012, ¶ 338.3. Em todos os casos, o bispo inicia e orienta a resposta da igreja ao abuso sexual ministerial.

O uso eficaz de uma Equipa de Resposta pode diminuir a responsabilidade legal e promover a justiça. Quando as vítimas sentem que a igreja está a atender às suas necessidades e a procurar um processo completo para a justiça, é mais provável que continuem a envolver a igreja na solução de problemas e na sua resolução, em vez de procurar buscar procedimentos civis (por exemplo, processar a conferência). Disseminar o trabalho de cuidado pastoral e de justiça entre várias pessoas, cada uma com um papel distinto, também reduz os conflitos de interesse reais e perceptíveis. Uma Equipa de Resposta formada e pronta, reunida em tempo oportuno, pode ajudar o bispo na tarefa holística de fazer justiça.

A Igreja Metodista Unida recomenda o uso de Equipas de Resposta em casos de má conduta sexual por parte de líderes ministeriais e exorta os líderes judiciais a treiná-los e empregá-los. Apenas 18 conferências anuais nos EUA mantêm uma Equipa de Resposta activa e formada (“activa” define-se como tendo respondido a mais de uma congregação dentro de um período de três anos. Seis conferências adicionais usaram uma Equipa de Resposta uma vez entre 2007 e 2009. Sally B Dolch, Healing the Breach). Entre 2007 e 2009, estas equipas responderam a 156 incidentes, com uma média de quase três casos por conferência, por ano. Extrapolando esses dados para todas as jurisdições, calculamos que mais 112 casos de má conduta sexual ministerial são tratados por conferências anuais nos EUA, todos os anos sem a assistência de uma equipa de resposta. Exortamos os bispos, superintendentes distritais, chanceleres e outros líderes de conferências da Igreja Metodista Unida a procurar obter formação em relação à utilização de uma Equipa de Resposta, a organizar e a providenciar a formação do pessoal da Equipa de Resposta e a usar essas equipas como parceiros no ministério de cura exigido, quando alguém na liderança viola a confiança sagrada do ministério por má conduta sexual.

Para obter mais informações sobre como os líderes judiciais e as equipas de resposta podem colaborar entre si para promover a cura a nível congregacional, consultar When a Congregation Is Betrayed: Responding to Clergy Misconduct da autoria de Beth Ann Gaede e Candace Reed Benyei (Herndon, VA: Alban Institute, 2006, pp. 102-16) e o “Guide to Using a Response Team”, http://umsexualethics.org/ConferenceLeaders/Response Teams.aspx.

APROVADO EM 2012

RESOLUÇÃO No. 2043, do LIVRO DE RESOLUÇÕES de 2012

Consultar Os Princípios Sociais, ¶ 161J.